Segue-me Tu

Segue-me Tu

Um Chamado Pessoal de Jesus

“Simão, filho de Jonas, tu me amas?... Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo.” Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas.”

“Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.”

Quando Pedro declara: “Senhor, tu sabes todas as coisas”, ele não faz apenas uma confissão emocional, mas uma afirmação espiritual profunda.

Assim como Tomé disse: “Senhor meu e Deus meu”, Pedro reconhece que Jesus conhece os corações, conhece o passado, o presente e o futuro.

Jesus é aquele de quem Paulo disse: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9). Ele é o cumprimento da profecia de Isaías: Deus Forte, Pai da Eternidade (Is 9:6).

Jesus sabia quem Pedro era. Sabia de suas quedas, de seus impulsos e de seus fracassos.

Cada momento embaraçoso na vida de Pedro foi um caminho de autoconhecimento.

Jesus quer:

  • Que você se conheça;
  • Que você conheça a Ele;
  • Que você o siga, olhando somente para Ele.

Pedro enfrentou conflitos externos quando foi confrontado durante o julgamento de Jesus.

O mesmo discípulo que ouvia Jesus dizer EU SOU, e declarou: “Ainda que todos te neguem, eu não te negarei” (Mateus 26:33-35), agora dizia: “Não sou”.

Quando o galo cantou, Pedro chorou amargamente. O conflito deixou de ser externo e passou a ser interno.

Mas o Jesus ressurreto cura as feridas do pescador. E o mesmo Jesus que curou Pedro, cura você hoje, cobrindo-o com Seu sangue.

Pedro olha para João e pergunta: “E quanto a este?”

Jesus responde com uma pergunta e um chamado pessoal:

“Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu!”

O chamado de Jesus nunca é coletivo nesse momento, é individual, direto e intransferível.

João viu milagres e conversões:

  • A água transformada em vinho;
  • Nicodemos nascendo de novo;
  • A samaritana sendo transformada;

João veria a gória de Deus:

  • O Pentecostes;
  • A revelação em Patmos.

Mas o destino de João não era assunto de Pedro.

Jesus afirma: “Se Eu quero”. Ele se revela como o árbitro supremo da vida humana, Senhor soberano, verdadeiro Deus.

Jesus não disse a Pedro: “Entenda o caminho do outro”.

Ele disse: “Segue-me tu”.

Não importa o passado, não importa os conflitos, não importa o caminho de outros.

Hoje, o chamado continua o mesmo: Segue-me tu.

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